Sabe aquelas noites que você precisa que tudo dê certo? Que não está afim de resolver encrencas, de ter jogo de cintura, de se adaptar, e de todas essas pequenas coisinhas que caracterizam um cidadão tolerante? Não sabe? Então tua situação tá mais feia que rascunho do inferno. Eu, particularmente, exijo momentos top luxury mega rock star design na vida, e foi uma noite assim que encontrei no Páru.
Tudo começou com a companhia das damas do Gastronomique Comunicacion, Josefina Steele e Bernabela Sugasti – também do excelente Mirabaires -, que não levaram mais do que 1,573 segundos para sugerir um dos melhores restaurantes oriental-peruanos de Buenos Aires. A casa, toda recortada em desníveis e nichos, é uma grande combinação de ambientes diversos, mas todos com a mesma sobriedade e elegância já conferidas na fachada.
Quando eu digo que o desenho da casa é um recorte puro, acreditem em mim. Podemos legendar essa foto como “corredor”, pois leva a outras tantas salas charmosas que fica complicado escolher onde sentar – sim, era tudo tão lindo que nem o bar, minha paixão, foi unanime. Mas nada que Chinchu e Berni não pudessem resolver em 3,295 segundos.
Enquanto as meninas já agilizavam tudo sentadas na mesa, ainda percorri os demais espaços do restaurante idealizado por Coqui Borelli, o extremamente simpático e sempre presente dono do Páru. Faz mais o seu estilo curtir a noite em um canto mais reservado?
Ou prefere se reunir com os amigos em alegres conversas no terraço, neste dia devidamente coberto para conter o frio que assolava Buenos Aires?
Sim, é claro que com um bar desses seria impossível passar a noite sem alguns tragos. Se o meu desejo é uma noite impecável, faz sentido passar alguns minutos cara a cara com a barra.
Desta seleta equipe de três pessoas, óbvio que o drink mais feminino foi meu. Um Ninja Ice Tea, feito com gin, vodka, licor de melão, lima-limão e… como diz no cardápio, ye que más. Segredinho então! Enfim, bom demais, mas sou meio suspeito quando tem licor de melão na parada. Raramente torço o nariz.
As meninas pediram bem demais. Primeiro, um Caipassion, com pisco, limão, maracujá e açúcar. Medo que seja doce demais como a maioria dos tragos com a frutinha da paixão? Não é o caso aqui. Equilibradaço o trago!
E também um Chivas Mojito, o clássico drink cubano feito com whisky escocês.
Tanto os tragos do bar quanto o cardápio são assinados pelo chef e também sócio Jann Van Oordt, e já que estava mais do que provado a maestria do cara com as taças, não seria uma noite para negar fogo com os pratos, certo? Que venham os mimos. Delícia, mesmo não fazendo idéia do que era.
E ai já veio de cara o meu sushi favorito: Furaimaki, crocante com salmão, queijo e abacate com molho teriayki ou de maracujá. A mesa se dividiu entre os molhos, mas todos babaram, literalmente, com estes rolls.
As meninas não estavam nem um pouco no clima de passar fome, e já chamaram um Teriyaki maki. Eu que não sou muito fã de alga, fui feliz nele: recheado com langostino furai e philadelphia, e por fora salmão, Juliana de limão e molho teriyaki.
Eis que a sommelier sentada ao meu lado sugestivamente levanta a carta de vinhos. Alguém aqui recusaria? Vamos então harmonizar os pratos com um sauvignon Blanc Doña Paula Los Cardos. Não, eu não conseguiria pedir melhor.
E por que só seguir no vinho? Uma vodka tonic também cairia como uma luva, e comprovamos a teoria com gosto e prazer.
Eu disse que o Furai Maki era o meu preferido? Ah, esquece o que eu disse. Outros tantos pratos rolaram, mas a menção honrosa é do Sesamo y Salmon. Vou traduzir a descrição do cardápio para este prato: “descobrimos que o salmão envolto em sementes de sésamo, dourado na chapa e com molho de missô doce é algo muito sério”. Cara, sério to eu agora de ter que escrever esse texto depois de comer um miojo…
E eu, já num forçanderson porque não estava lá com muita fome, ainda me obriguei a provar um Tai Rice: arroz oriental salteado com cebola, pimentão, vagem e frango. As gurias continuavam como se nunca tivessem visto comida na vida, e eu entendi o por quê: de novo, mais um prato delicioso.
Ao reler estes parágrafos e finalizar com a informação de que a conta ficou em torno de R$80 por pessoa, fiquei pensando que talvez o post estivesse um pouco longo demais com a quantidade de comida e bebida ingerida. Mas não dava para deixar passar a destreza do chef em ambas as frentes, e seria injusto com o fantástico Páru omitir qualquer detalhe desta noite que, como aquelas seletas que você lembra, sempre ficam na memória insistindo para que seja revivida. E minhas reclamações podem ser resumidas na seguinte frase:
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Páru Incas Sushi & Grill
Bonpland 1823 (esq. El Salvador) – Palermo Hollywood
Cap. Federal – Buenos Aires
(11) 4778 3307
www.paru.com.ar







humpf…
Heheheh
Sei que tu achou esse lugar a tua cara
da próxima vez eu Páru com tudo e vou lá…
Oi?
Esse rolé nipo-etílico-peruano deve ter sido sensacional mesmo, porque o efeito tá durando até agora: cadê a frase conclusiva das reclamações?
E o rolé-crawl alcóolico foi tão bom, que "usted no te acuerdava donde estaba" "Estaba aparcado a 65cuadras de Páru" (Yo miré en el Fcbk…incluyendo fotos de las niñas. rsrsrs).
PQPáru! Desculpe o palavreado, mas falando seriamente? muito especial o lugar e companhias…
Beijos
Dica Excelente! com e maiúsculo.
fizemos questão de até sugerirmos os pratos que o atencioso garçon Santiago nos apresentou como sugestão para variarmos entre entradas frias e quentes: pulpo e langostino grill + cayos rojos + car passion + cebiche mixto. Tudo cuidadosamente preparado e com tempero levemente picante acompanhado de um Gran Linaje Torrontés.
Fomos para os pratos que deixaram nossas esposas (minha e de um amigo)encantadas. Quinotto con langosti (feito com quinua, muito gostoso), Picante de marisco servido em uma caçarola e um pouco mais picante e shrimp y rice (o mais brasileiro dos pratos,a pesar dos nomes). Os postres foram suspiro limeño (serve duas pessoas, até porque vem dois "vasitos". Sopa de lúcuma, fruta típica dos Andes mas que todo mundo adorou e outra sobremesa mais brasileira arroz con leche, igualmente diferente do que normalmente comemos aqui. Ah segunda garraf de vinho foi um Malbec Graffina Centenario.
Eu e meu namorado fomos pela primeira vez na Argentina e escolhemos por um acaso (vimos um folheto no hotel) o Páru para fugir um pouco das “parrilladas” tradicionais e provar outra gastronomia numa noite de muita fome. Eu nunca havia experimentado nada parecido com peruano-japonês e o garçom, muito simpático, ao ver minha infinita indecisão, ofereceu uma espécie de “rodízio” com os um pouco de cada dos principais pratos da casa…a conta deu R$180.
Foi sem dúvida um dos melhores jantares da minha vida. Pela comida, atendimento, lugar, compania e custo-benefício!!!!
Recomendo Páru!!!!!