Ali na orla uruguaia tem um balneário chamado Buenos Aires. Mas, pra mim, lugar de portenho é La Barra. Em La Barra só tem argentino, carro de argentino, loja de argentino, banco de argentino, restaurante de argentino… enfim, você entendeu. Não que eu esteja reclamando, pelo contrário. Meu sangue borbulha por qualquer coisa argentina, e óbvio que fiquei animadão em ir na versão praiana de um dos meus lugares favoritos da capital hermana: o Lupe.
Na real é uma versão reduzida do Lupita, restaurante mexicano de primeira e com uns tragos incríveis. O astral é bem fiesta mexicana uueeeepaaa, com aqueles tons vermelhos e alaranjados que mais parecem um mapa de calor, máscaras de lucha libre e toda a sorte de cacarecos e badulaques típicos do México.
Obviamente, o teto é decorado com bandeirinhas.
Ouso afirmar que o ambiente aqui é bem melhor que a matriz portenha. Esse espaço reservado com sofás e um altar para a Nuestra Señora de Guadalupe é tão bom que eu quis morar ali.
Mas como o clima era de ver uns corpos na rua, a escolha certa foi a varanda. Diga-se de passagem, é um camarote para o desfile de gente bonita que circula por lá.
Bom, quem me conhece sabe qual era o principal motivo da minha visita ao Lupe, e este motivo estava colorido em um quadro negro, em uma disposição criativa e inusitada de um cardápio:
Só pra salientar: o Lupita, em Buenos Aires, já foi palco de vários grandes nomes da coquetelaria argentina, entre eles Tato Giovannoni, Alejandro Caia e Gaby Potochek. Quando um desses assina o cardápio, é que o negócio é sério. Então, obviamente, me animei em provar uma variação do clássico mojito que levava manjericão e maçã verde.
Meh. Realmente ficou devendo. Mas resolvi arriscar em outro, vá que o problema era a receita né? Bora provar um mojito (sim, eu até que gosto de mojitos) de bergamota com gengibre. O veredito?
Meh. Olha, não sei se era só esse dia que a coisa desandou, mas os tragos nem de perto lembravam aqueles preparados no Lupita. Uma pena. Quem sabe a comida teria um destino melhor? Por sorte, sim!
Os nachos fresquinhos e crocantes acima, levemente temperados, para comer com o guacamole de primeira da foto abaixo. A cebola roxa e as florzinhas comestíveis deram um sabor incrível à mistura.
Pra finalizar, um burrito simplesmente S E N S A C I O N A L. Não lembro bem do recheio, levava camarão, salmão e outras delícias, mas posso afirmar com sobras que foi um inesquecível burrito, além de ser imenso.
E a conta? Pois é… o negócio foi na casa dos 140 reais, sendo que só 70 foi nos dois tragos. Minha sugestão? Toque ficha com as comidas, beba água, e quando for a Buenos Aires me avisa que eu te mostro os melhores tragos da sua vida!
Por Geraldo Figueras
Lupe
Ruta 10, km 161 (Las Estrellas) - La Barra
Punta del Este, Uruguai
+ 598 4277 3236









Rapaziada, o carnaval acabou!
Cadê todo mundo? Olha o Geraldo aí, gente! Ele voltou…esse é o velho Figueras, com posts mais etílicos, não aqueles mimimis, de suquinhos pela manhã de Punta…