É aquela velha história né: carioca que se preze tem time do coração e boteco do coração. Eu, como não moro no Rio – infelizmente – não me meto na conversa e torço pra todos os botecos. Tudo bem que a gente pode simpatizar mais com um ou com outro, mas somente depois de passar pelos principais, sob pena de cometer uma grande injustiça.
Pois o último boteco que a Rê e eu passamos foi justamente no mais falado, que é o Chico & Alaíde. “Mais falado” porque eles terminaram o namoro com o pessoal do Bracarense e resolveram trilhar uma vida à dois, somente. E deixamos este por último porque seria nosso “almoço” de encerramento. Exatamente como o Riq Freire havia antecipado, é beeeem muvucado em todos os sentidos: de gente que está indo/vindo para a/da praia, e de trânsito, já que, mesmo ficando na Dias Ferreira, ele faz divisa com o começinho de Ipanema e já é possível ouvir brecadas de ônibus e minibuzinas de motocas.
Mas ok, estamos aqui pra comer, beber, conversar e se divertir. Burburinho faz parte em qualquer boteco do mundo. Agora, pra comer, beber, conversar e se divertir como se não houvesse amanhã, é preciso ter um bom banheiro, porque sabe cumé chopp, né amigo!
Aprendemos esses dias com o Mestre Eduardo Maya no nosso curso na Perestroika que para um lugar ser considerado “boteco”, deve, entre outras exigências, ter o dono full time do lado de dentro do balcão. Senão é “bar”. Sendo assim, saca só o Chico nas pick-ups mandando brasa no chopp!
Ele é o responsável por cada chopp tirado aqui dentro. Atestado de garantia. Mas o que esse homi resolve de problema enquanto isso é uma barbaridade. Não foi nem uma nem duas vezes que presenciamos pessoas entrando porta adentro bradando “ah, oh Chico, não-sei-o-que isso e não-sei-o-que aquilo…”. Ou então, “fala Chico!”, e ele só levanta a cabeça e pisca os olhos simultaneamente como que diz “fala cumpadi”.
A Alaíde raramente aparece na linha de frente. Ela fica guardada à sete-chaves na cozinha, porque é de lá que saem maravilhas como essa Muquequinha da Alaíde, que na minha opinião deveria virar patrimônio histórico da humanidade.
E depois de provar o verdadeiro Bolinho da Alaíde, de aipim com camarão e catupiry, posso garantir que de fato são melhores do que os do Braca. Perrdeu, merrmão!
Agora, os de Bacalhau eu curti mais no Braca. Nem sei se em função do bolinho propriamente dito, ou da pimentinha de lá, que faz toda a diferença. Mas assim, prova os dois e depois me liga.
Fala Chico! Na boa? Cumpadi, salta mais um choppinho aí no capricho, mas agora um garotinho e não no copo grande! Ah, abre parênteses: lógico que antes de ir embora dei um ‘té logo no mestre e falei “Chico, grande prazer e essa foi a primeira de muitas viu? Te considero. Abração”.
Quando eu crescer só vou ter copo garotinho na minha casa. Na minha opinião, a diferença entre o chopp servido em copo normal e no garotinho é exatamente a mesma que uma coca-cola em lata e uma de garrafinha de vidro.
Pra fechar essa farra, um ítem que precisei pedir em função da genialidade do nome pelo qual foi batizado: deliciosa de carne-seca. Nada mais justo.
O único momento que foi meio desagradável nessa história toda foi o final, na hora de ir embora. É lamentável sair assim, depois de almoçar tão bem. Ainda mais depois de pagar somente 40 pila por esse festival de quitutes. O dia em que eu definitivamente me mudar pro Rio vou tomar até café da manhã lá, porque soube que eles abrem às 7 da manhã. Exemplo de compreensão e atenção às necessidades dos clientes. Tem como não amar?
Pois o último boteco que a Rê e eu passamos foi justamente no mais falado, que é o Chico & Alaíde. “Mais falado” porque eles terminaram o namoro com o pessoal do Bracarense e resolveram trilhar uma vida à dois, somente. E deixamos este por último porque seria nosso “almoço” de encerramento. Exatamente como o Riq Freire havia antecipado, é beeeem muvucado em todos os sentidos: de gente que está indo/vindo para a/da praia, e de trânsito, já que, mesmo ficando na Dias Ferreira, ele faz divisa com o começinho de Ipanema e já é possível ouvir brecadas de ônibus e minibuzinas de motocas.
Mas ok, estamos aqui pra comer, beber, conversar e se divertir. Burburinho faz parte em qualquer boteco do mundo. Agora, pra comer, beber, conversar e se divertir como se não houvesse amanhã, é preciso ter um bom banheiro, porque sabe cumé chopp, né amigo!
Aprendemos esses dias com o Mestre Eduardo Maya no nosso curso na Perestroika que para um lugar ser considerado “boteco”, deve, entre outras exigências, ter o dono full time do lado de dentro do balcão. Senão é “bar”. Sendo assim, saca só o Chico nas pick-ups mandando brasa no chopp!
Ele é o responsável por cada chopp tirado aqui dentro. Atestado de garantia. Mas o que esse homi resolve de problema enquanto isso é uma barbaridade. Não foi nem uma nem duas vezes que presenciamos pessoas entrando porta adentro bradando “ah, oh Chico, não-sei-o-que isso e não-sei-o-que aquilo…”. Ou então, “fala Chico!”, e ele só levanta a cabeça e pisca os olhos simultaneamente como que diz “fala cumpadi”.
A Alaíde raramente aparece na linha de frente. Ela fica guardada à sete-chaves na cozinha, porque é de lá que saem maravilhas como essa Muquequinha da Alaíde, que na minha opinião deveria virar patrimônio histórico da humanidade.
E depois de provar o verdadeiro Bolinho da Alaíde, de aipim com camarão e catupiry, posso garantir que de fato são melhores do que os do Braca. Perrdeu, merrmão!
Agora, os de Bacalhau eu curti mais no Braca. Nem sei se em função do bolinho propriamente dito, ou da pimentinha de lá, que faz toda a diferença. Mas assim, prova os dois e depois me liga.
Fala Chico! Na boa? Cumpadi, salta mais um choppinho aí no capricho, mas agora um garotinho e não no copo grande! Ah, abre parênteses: lógico que antes de ir embora dei um ‘té logo no mestre e falei “Chico, grande prazer e essa foi a primeira de muitas viu? Te considero. Abração”.
Quando eu crescer só vou ter copo garotinho na minha casa. Na minha opinião, a diferença entre o chopp servido em copo normal e no garotinho é exatamente a mesma que uma coca-cola em lata e uma de garrafinha de vidro.
Pra fechar essa farra, um ítem que precisei pedir em função da genialidade do nome pelo qual foi batizado: deliciosa de carne-seca. Nada mais justo.
O único momento que foi meio desagradável nessa história toda foi o final, na hora de ir embora. É lamentável sair assim, depois de almoçar tão bem. Ainda mais depois de pagar somente 40 pila por esse festival de quitutes. O dia em que eu definitivamente me mudar pro Rio vou tomar até café da manhã lá, porque soube que eles abrem às 7 da manhã. Exemplo de compreensão e atenção às necessidades dos clientes. Tem como não amar?.
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Chico & Alaíde
Rua Dias Ferreira, 679 – Leblon
Rio de Janeiro/RJ
Fone: (21) 2512.0028
Todos os cartões







Diogo,
Muito bom mesmo! Piano & Orquestra com a maestria de sua batuta!
Mas depois da trilogia Chico & Alaíde, Jobi, e Braca, sugiro que saia do circuito-Maneco (Leblon)pra dar um confere em outro picos.
Tá valendo o Aconchego, correndo por fora, onde também já foi, mas se quiser pegar uma vibe mais marrenta, tipo carioca pé sujo (ainda que de sandália de tiras)tem que ir ao Pavão Azul, Caranguejo, Adega Pérola (todos em Copa). Agora, pra uma experience carioca maneira, "com vista", aí a boa é o Bar Urca!
O importante é voltar, pra rodar todos os circuitos (ainda tem o baixo Botafogo), postar pros amigos, fazendo com mais pessoas venham para o Rio de Janeiro, que continua lindo, esperando por todos…
Aquele abraço!
Butecão que se preze tem que ter barulho. Conversar sem ser aos gritos não tem nada a ver com a proposta.
E que moqueca hein? Parece um cometa.
Abraço!
Geraldo Figueras
fritura com chopp, nao precisa mais nadis…
Muquequinha da Alaíde!? QUEQUIÉISOOMMM?????????? Pegou pesado com essa, Dodi, pqp! Acabo de cheirar e de tentar morder a tela do computador.
Muquequinha, bolinho de bacalhau…Tô sonhando com isso agora. Maravilha de post.
#baixagastronomiarules
ligia,
to precisando fazer esse circuito etílico off-broadway: formô!?
figueras,
que moqueca, meu… tá louco!
mascarello,
retuitei essa frase e o copyright é meu.
lela e balão,
as fotos falam por si, né? coisa muito séria!!
bjos!
Aqui vai minha atenção especial para a, pouco comentada, Deliciosa de Carne-seca! Uma verdadeira perdição!
Outra especialidade da casa que vale dar uma provada é a Maravilhosa de Camarão!!
Putz, bateu uma baita fome agora!
Eu Adoro as dicas de vcs!
Qd estiver no Rio eu vou, mas a Dias Ferreira não faz fronteira com Ipanema..
Abraço,
Ana
Diogo,
a Ligia tirou as palavras da minha boca. O Rio é prato cheio pra quem curte pé sujo e pé limpo, de todos os estilos e crenças.
Além dos que ela citou, acrescento o Bar do Mineiro, em Santa Teresa, o Bar Lagoa, na Lagoa, o Bar Brasil, na Lapa, a Casa Paladino, no Centro, o Caneco Gelado do Mário, em Niterói, o Bar do Adonis, em Benfica, o Bar da Amendoeira, em Maria da Graça.
Só para citar alguns poucos.
Me chama que a gente vai com prazer. Enquanto isso, tem umas dicas aqui no http://almocario.blogspot.com/
Abração!
ps: você tá no Rio?
Chico e Alaíde é meu quintal.. adoroo
vou sempre, mas ele não fica no comecinho de ipanema.. ela ainda é no coração do Leblon…hahahah
Concordo com a Liga tem outros butecos muito maneiros tb..
É tudo!!!!!!!!!!! Amo muito!!! O bóbozinho de camarão é carro chefe, na minha humilde opinião…
Se eu morasse no Rio seria minha segunda casa!!
Toda vez que vou ao Rio bato ponto por lá!!
Concordo sobre o bolinho de bacalhau e sobre o chopp garotinho.
Acho qe tbm concordo de ir tomar café lá qdo me mudar pro Rio…
Cara,
Descobri o Chico e Alaíde recentemente (Sou de Recife e moro no Rio há 3 anos). Eu particularmente prefiro ficar nas mesinhas que ficam for do bar, no que serias as mesas de espera (sabe aquelas altas, com os banquinhos altos que mal dá para sentar?) Pois fica um pouco menos barulhento, curto o movimento na rua, é mais espaçoso e fica mais fácil para fumar. Recomendo os ótimos bolinhos de Tutu e o de abóbora com carne seca. Mas para mim, o melhor petiscos de todos ( petisco é o diferencial do bar) é o "tô te vendo de camarão", um escondinho de camarão no aipim/macaxeira gratinado que a alaíde prepara como ninguém!
Aproveitando,
Gostaria de indicar outros locais para uma próxima "peregrinação butequinista" pela cidade maravilhosa fora do circuito leblon-ipanema.
Primeiramente, comforme citado anteriormente pela Lígia, vc tem que conhecer o Bar Urca. É uma experiência que poucos turistas descobrem a tempo de vivenciá-la. Tá certo que não existem mesas, nem tampouco cadeiras para os clientes. Mas em pouco tempo de Rio de janeiro você percebe que carioca gosta mesmo é de beber em pé na rua, para ver e ser visto. Porém, a localização do bar no fim da URCA , ao lado do quartel do exército (ESEFEX) e de frente a Baía da Guanabara permite ao pessoal se espalhar pela mureta da baía e pela calçada da tranquila rua. Mas quem é habituê mesmo, vem de casa com uma cadeirinha de praia, coloca o pê sobre a mureta e fica apreciando o pôr do sol mais bonito da cidade. Sem falar que a cerveja original estupidamente gelada sai por 5 reais a garrafa, um verdadeiro achado para o padrão carioca. Pra "dar sustância" e não se embriagar tão rapidamente, os salgados fritos são a sugestão. Bolinho de camarão, bacalhau, pastéis e a sardinha frita são os carros chefes do lugar.
O ideal é chegar no local após um dia de praia, por volta das 17 hs para poder curtir o por do sol e tirar aquela foto de porta retrato com a baía, o cristo ou niterói ao fundo. Normalmente fecha por volta das 20 hs. É normal vc ver gente com bebês ou com cachorro no local, o que torna um ambiente até certo ponto familiar.
Indo mais para ao centro chegamos no Belmonte da praia do flamengo. Primeiro boteco da rede, lá vc vai poder constatar que o carioca prefere ficar mesmo na rua. O bar é pequeno , deve caber umas 50 pessoas sentadas no máximo. Mas todo hora que você imaginar, terá gente em pé na rua(das 18 às 06 hs). Dia de corrida, meia maratona ou qualquer coisa que termine no aterro do flamengo é sinal de mais de 100 pessoas bebendo em pé na rua em frente ao belmonte, e se vc , como eu , preferi beber sentado , é só pedir ao Nelson (gerente do bar)uma mesa que em 5 minutos ele arruma. O bar é novo, não tem mais de 10 anos, mas o sucesso foi tamanho que em todo bairro da zona sul eles abriram uma filial. Os sucessos da casa: pastel de camarão com catupiry, empada aberta de siri, sanduíche de pernil com abacaxi e maionese de batata ou o risoto de camarão. Cada um tem o seu momento! Se for por lá, diz ao nelson que o leo e a luisa mandaram um abraço.
Tb falaram do Mineiro em Santa Tereza. Muito bacana, mas vive sempre "crowdeado". Eu costumava ir a tarde durante o fds. o pastel de feijão de lá é ícone. A decoração tb é irada. Vive com todo tipo de artista por lá. Mas é muito apertado. Então um belo dia descobri o Restaurante Marcô que fica na mesma rua, uns 100 metros antes do mineiro no sentido arcos – santa tereza pelo bondinho. Todas as tardes de fds rola uma roda de músicos, tocando chorinho, samba ou qualquer outra coisa semelhante. Cada dia é um pessoal diferente. A pedida é a feijoada. Isso sim é um programa típico carioca. Feijoada com boa música e aquela breja gelada.
Por fim, um outro programa típico de carioca é ir tomar uma gelada na Cobal do Humaitá. De dia um mercado funciona por lá. A noite varios barzinhos , dos mais variados tipos se enchem de gente de tudo quanto é tipo. Tem grill, pizzaria, sushi, até uma franquia do TEX-MEX rota 66 tem por lá. Se der sorte, você ainda pode conseguir uma mesa aos pe´s do cristo e ficar admirando-o por toda noite estrelada.
Desculpa o tamanho do comentário, mas a idéia é ajudar!
abs,
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