Existem lugares que a gente precisa de um certo aval pra se convencer de que é um bom negócio. Outros, mesmo com aval, ficamos com o pé atrás por puro preconceito. Mas também, existe lugares que entram pra categoria dos inquestionáveis, que são aqueles que nem precisamos muito ouvir falar, que já “compramos” antes mesmo de ver a cara dele.
Um desses casos é o Sipan. Mesmo porque nem tinha muito como ouvir opiniões a respeito dele, já que foi inaugurado dias antes dos festejos de final de ano. Então praticamente ninguém que eu conhecia tinha ido ainda, com exeção da Claudinha Ioschpe, que coincidentemente foi no mesmo dia que eu, mas nem chegamos a nos encontrar.
A cultura peruana me encanta muito antes do Edu Luz publicar aqui o Rafael, um dos restaurantes mais sensacionais de Lima. E muito antes também de eu provar, por indicação do Beto Lewin, o Osaka em Buenos Aires, uma casa “fusion peruana oriental”. Diga-se de passagem, o Sipan é irmão mais novo do Osaka.
Só que enquanto o Sipan tem uma pegada bem mais peruana, o Osaka tem uma queda mais pro oriental. Justo, pois cada um com o seu cada qual. Muito embora a cultura oriental seja bem nítida no Sipan, assim como a cultura peruana também pode ser observada no Osaka.
O fato é que o Sipan, por ficar numa região super badalada (na entradinha da Playa Bikini) e que pede frufrus, realmente veio com tudo e disposto a incomodar. Não conheço Lima e arredores, mas imagino que seja uma coisa bem assim, com aquele ar verdadeiro e autêntico que acaba passando um charme em função desse ar despretensioso.
Pra atestar isso que acabei de dizer, somos recebidos com uma entradinha do chef que vem a ser um combinado de peixe branco, milho e cebola roxa com um toque de limão. Também atende pelo nome de “filhote de ceviche”. O molhinho de pimenta é extremamente sensual. Recomendo fortemente.
Eis que, desavisadamente, pedimos uma dose de Pisco pra cada casal. Pretto e Caro foram de Pisco Sour, e a Rê e eu de Pisco Sipan de Maracuyá. Maravilhoso não define o lance. Sério. Só depois de pedir a carta de piscos (sim, afinal de contas, é um Pisco Bar) é que notamos o valor absurdo de cada um: 30 reais a dose.
Pedimos duas águas com gás, gelo e limão, e seguimos o baile. Interessante que o conceito ali, amplamente difundido pelo próprio staff, é que os pratos são propicios para serem compartidos. O que proporciona uma maior intereção e um mix de sabores. Foi a deixa para um carnaval gastronômico. Começando pelos Rolls Mancoreño, que chamaram nossa atenção pelo aviso de quatro pimentinhas ao lado da descrição. Osaka feelings total!
Passo seguinte, pedimos Chaufa de langostinos y pulpo, que vinha a ser nada mais, nada menos do que frutos do mar à milanesa. Só que, além de teresm sido preparados com um capricho oriental, ainda trouxeram à tiracolo uns grãos de milho puxados na frigideira que eram de chorar. Esses grãozinhos aí mesmo, com cara de nada. Pois é, comi todos e deu briga. Cara, é milho de fazer pipoca. Elementar. E indescritível de tão bom.
Em seguida (falei que foi um carnaval gastronômico), um arroz com mariscos e crisps de arroz. Não sei se posso chamá-lo assim (acredito que ele não vá se ofender), mas foi um dos “risotos” mais exóticos que eu já provei. Também, vamos combinar que com aqueles filetes de ovo mexido que vieram cobrindo o prato não tem muito erro. Ovo é vida!
Pra fechar com chave de… nem é de ouro, com chave de diamante eu diria, uns Rolls Sipan, com salmão, creamcheese e seja lá mais o que for, porque isso é obrigatório na vida de todos nós. Prova pra ver o que eu to querendo dizer.
O segundo ponto negativo (fora o preço absurdo do Pisco) foi que, mesmo com uns guarda-sóis estragando a bonita fachada, que divulgavam uma operadora de cartão de crédito, a casa só aceitava efectivo. E já aguardando uma pequena facada, nos entreolhamos e pensamos em sair correndo. Mas como uns e outros, eu não iria muito longe não…
Tudo bem, era o último dia mesmo. Nos demos esse luxo, gastamos 100 reais por pessoa e entramos o ano com o pé direito (e com muita fé naquele trecho da música que diz “…muito dinheiro no boooolso…”). Comi lentilha, 12 uvas e pulei sete ondas. Agora me ajuda que eu te ajudo, né querido!

Um desses casos é o Sipan. Mesmo porque nem tinha muito como ouvir opiniões a respeito dele, já que foi inaugurado dias antes dos festejos de final de ano. Então praticamente ninguém que eu conhecia tinha ido ainda, com exeção da Claudinha Ioschpe, que coincidentemente foi no mesmo dia que eu, mas nem chegamos a nos encontrar.
A cultura peruana me encanta muito antes do Edu Luz publicar aqui o Rafael, um dos restaurantes mais sensacionais de Lima. E muito antes também de eu provar, por indicação do Beto Lewin, o Osaka em Buenos Aires, uma casa “fusion peruana oriental”. Diga-se de passagem, o Sipan é irmão mais novo do Osaka.
Só que enquanto o Sipan tem uma pegada bem mais peruana, o Osaka tem uma queda mais pro oriental. Justo, pois cada um com o seu cada qual. Muito embora a cultura oriental seja bem nítida no Sipan, assim como a cultura peruana também pode ser observada no Osaka.
O fato é que o Sipan, por ficar numa região super badalada (na entradinha da Playa Bikini) e que pede frufrus, realmente veio com tudo e disposto a incomodar. Não conheço Lima e arredores, mas imagino que seja uma coisa bem assim, com aquele ar verdadeiro e autêntico que acaba passando um charme em função desse ar despretensioso.
Pra atestar isso que acabei de dizer, somos recebidos com uma entradinha do chef que vem a ser um combinado de peixe branco, milho e cebola roxa com um toque de limão. Também atende pelo nome de “filhote de ceviche”. O molhinho de pimenta é extremamente sensual. Recomendo fortemente.
Eis que, desavisadamente, pedimos uma dose de Pisco pra cada casal. Pretto e Caro foram de Pisco Sour, e a Rê e eu de Pisco Sipan de Maracuyá. Maravilhoso não define o lance. Sério. Só depois de pedir a carta de piscos (sim, afinal de contas, é um Pisco Bar) é que notamos o valor absurdo de cada um: 30 reais a dose.
Pedimos duas águas com gás, gelo e limão, e seguimos o baile. Interessante que o conceito ali, amplamente difundido pelo próprio staff, é que os pratos são propicios para serem compartidos. O que proporciona uma maior intereção e um mix de sabores. Foi a deixa para um carnaval gastronômico. Começando pelos Rolls Mancoreño, que chamaram nossa atenção pelo aviso de quatro pimentinhas ao lado da descrição. Osaka feelings total!
Passo seguinte, pedimos Chaufa de langostinos y pulpo, que vinha a ser nada mais, nada menos do que frutos do mar à milanesa. Só que, além de teresm sido preparados com um capricho oriental, ainda trouxeram à tiracolo uns grãos de milho puxados na frigideira que eram de chorar. Esses grãozinhos aí mesmo, com cara de nada. Pois é, comi todos e deu briga. Cara, é milho de fazer pipoca. Elementar. E indescritível de tão bom.
Em seguida (falei que foi um carnaval gastronômico), um arroz com mariscos e crisps de arroz. Não sei se posso chamá-lo assim (acredito que ele não vá se ofender), mas foi um dos “risotos” mais exóticos que eu já provei. Também, vamos combinar que com aqueles filetes de ovo mexido que vieram cobrindo o prato não tem muito erro. Ovo é vida!
Pra fechar com chave de… nem é de ouro, com chave de diamante eu diria, uns Rolls Sipan, com salmão, creamcheese e seja lá mais o que for, porque isso é obrigatório na vida de todos nós. Prova pra ver o que eu to querendo dizer.
O segundo ponto negativo (fora o preço absurdo do Pisco) foi que, mesmo com uns guarda-sóis estragando a bonita fachada, que divulgavam uma operadora de cartão de crédito, a casa só aceitava efectivo. E já aguardando uma pequena facada, nos entreolhamos e pensamos em sair correndo. Mas como uns e outros, eu não iria muito longe não…
Tudo bem, era o último dia mesmo. Nos demos esse luxo, gastamos 100 reais por pessoa e entramos o ano com o pé direito (e com muita fé naquele trecho da música que diz “…muito dinheiro no boooolso…”). Comi lentilha, 12 uvas e pulei sete ondas. Agora me ajuda que eu te ajudo, né querido!.
Sipan – Cevicheria Peruana & Pisco Bar
Ruta 10, esquina Maldonado – entrada Playa Bikini
Manantiales – Punta del Este
www.sipan.com.ar
Não aceita cartões







para Diogo… serio… acabou a graca…
carta de Pisco???? nah… Carta de pisco??? nem li o resto…
vi que tinha uns amouse bouche depois… mas Carta de Pisco?
Che, que upgrade na fotografia hein? Benzapai.
Falsete, tenho guardado na manga uma carte de pisco que aceitam degustação, servidos em shots. Agrada?
Tambem percebi upgrade na fotografia. Nikon D3000? Parabens pelo blog!
lider,
carta de pisco. côdilôko!
figueras,
to me empenhando. mas tem que ter paciência. até tirar a foto que eu quero demora uns 80 clicks
pazetto,
te pago um jantar se tu me disser como é que sabes o modelo E MARCA da minha máquina. onde tá escrito isso cara? fiquei curioso!!
Sério… isso é mta sacanagem! A lista de lugares que preciso ir, cada dia aumenta!
Adorei o lugar, uma pena esse momento de não aceitar cartão de crédito.
Mas tua descrição do milho me deu vontade de testar em casa!
E o que era aquele arroz?
Parabéns mais uma vez!
Acabei de testar o lance do milho… Mas me dei mal! Virou pipoca! Hehehe
Aliás, como ta na moda esse mix de comida peruana e oriental. Só falta aparecer um aqui em Porto. Quem sabe daqui uns 10 anos!?
Diogo, que demais! heim? Sensacional! Dispensa comments. Agora a pergunta que não quer calar: esse sujeitinho aí na frente do Sipan, provou toda a carta? Achei-o super boa pinta e simpático! Você vai arrebentar, com sua super trimilha, heim? Bjus
Bah, estes pratos e pisco! Que combinação matadora!
Diogo, se eu disser como foi que o Pazetto descobriu a marca e modelo da câmera eu ganho o jantar?
Fala Diogo! Eu que tiro férias, e você é que some? Dá um alô aí, vai…Tô com saudade de você e da Rê, nos comentários aos meus comentários. Rsrsrs. Tenho lido suas impressões lá nos dois blogs da Constance. E às vezes leio os dela aqui também. Olha, queria perguntar a você, ou ao Diego e Lela, quando sairá o novo guia de Punta (no formato impresso). Ou será que estou por fora, e não tem mais nessa versão? Cada vez que leio o que escreve sobre aquele balneário, eu piro querendo ir correndo pra lá. A Alexandra Forbes passou o Reveillon lá e colocou uma opinião meio dividida, entre paixão e ódio. Você leu? Mas a vida é assim: o que seria do pisco, se todos só gostassem da cachaça? A diversidade é que faz a dirença. Profundo, não? Filosofia pura. Mais até do que uma "branquinha". Hahaha. Beijos da anônima Ligia.
Voltei para dizer que publiquei meu comentário como anônima, pois quando o faço por meu email, ultimamente vem sempre dando mensagem de alerta, quanto à segurança da navegação. Será que não é confiável? abs da Ligia, prolixa de sempre.
pessoal ,
alguem sabe dizer se o sipan de punta e perto do cactus & pescados e do budda bar ? da pra ir andando de um bar pro outro ?
abracos
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