Durante a minha pesquisa de construção da wishlist de lugares “must go”, me deparei com uma bem interessante, ainda não muito explorada: a Brasserie Harkema. Talvez por ser jovem demais, ou talvez por ser exclusividade dos moradores de Amsterdam.
Porque não é fácil achar o lugar não. E o fato de eu tê-lo selecionado, mesmo que sem muita informação a respeito, fez com que chegassemos lá sem absolutamente nenhuma grande expectativa. (Isso não é uma televisão. É uma abertura na parede feita especialmente pra destacar essa imagem da casa em frente. Sim, parece um quadro. E sim, o arquiteto merece um prêmio. Obrigado, e fecha parênteses). Essa foi a porrada de número um da noite.
Mas foi só entrar e começar a perceber a riqueza e o bom gosto indescritível dos detalhes que o nosso queixo caiu. Caiu, assim ó: puft! Parece ter sido feito para participar de uma amostra de arquitetura maluca dessas. Por exemplo, tá vendo aquela “cortina” lá atrás, que separa o bar do resto do salão? Pois é, são pequenos caninhos de bronze. Porrada número dois.
Daí quando sentamos, notei que a parede ao lado dividia espaço com garrafas e mais garrafas de vinho. Mas tipo, as garrafas não ficavam, assim, num pequeno espaço da parede. Tomavam conta de absolutamente toda a extensão da parede. Só davam uma folga na abertura da cozinha. E sim, aqueles dois ali são os meus pais, praticamente dentro da cozinha. Ah, pra mim, essa parede foi a porrada de número três.
Em seguida, vamos dar uma olhadinha no cardápio pra ver qualé e tal. Mas antes as bebidas né? E ok que estamos na Holanda, mas esse lugar pede um vinho. Afinal de contas, é só olhar pra parede. Sendo assim, um Domaine de Gournier 2008 Rosé, please. Prepare-se para a porrada de número quatro.
Honestamente, não sei o que é mais impressionante e de bom gosto: se é o vinho vir à mesa com o rótulo do próprio restaurante, ou se é a porrada de número cinco, ops, ou se é o restaurante ter água própria e também apresentá-la com o rótulo da casa. Não pega na foto, mas a tampa da garrafa era aquelas de cerâmica com pescoço de alumínio, saca?
Aí, bom, bebericando daqui, bebericando dali, vamos ao banheiro né? Fui informado de que precisaria descer as escadas e tal. Lá fui eu. E comecei a prestar mais atenção nessas listras coloridas que davam um toque muito interessante vistas de longe.
Daí cheguei mais perto e notei que… não, os caras não fizeram isso! Sim, se você eventualmente gostou de alguma cor em especial, pode fechar um pouco os olhinhos, aproximar-se da parede e verá que cada cor terá seu nominho escrito. Em dutch, mas está escrito. Essa foi a porrada de número seis!
Acho até que acabei esquecendo de ir no banheiro. O lugar contagia e é apaixonante mesmo. Não tem como não amar. E isso que os pratos ainda nem haviam chegado. Quer dizer, demorei tanto “no banheiro” que eles chegaram sim. O primeiro foi da minha mãe, mezzalune (irmão do ravióli) com camarões e aspargos verdes. O famoso “vai que não tem erro”.
Já meu pai, surpreendentemente inovou e pediu muitíssimo bem um franguinho com legumes grelhados, cogumelos, curry e molho Westmoreland. E acreditem, isso pra ele é inovar. E muito. Deu sorte e não se arrependeu.
Já eu, fui com tudo num carneiro com pak choi, curry, castanha e arroz basmati. Não precisei de faca. Só pra empurrar as últimas castanhas pra cima do garfo. Incrível.
Daí, antes de pedirmos a sobremesa, descobrimos que o gentil garçom que nos atendeu todo o tempo era brasileiro. Chamava-se Leonardo, e mora em Amsterdam já tem 12 anos. Uma simpatia só, e rendeu um ótimo papo. Tão bom que ele saiu a fazer um tour conosco pelo restaurante, enquanto contava que esse lugar tão lindo foi antigamente uma fábrica de charutos. Até que chegamos no anexo, uma sala especial fechada pra receber grupos. Porrada número sete.
Ah, olha ali mas uma “cortininha” de canos de bronze! Quero uma dessas. Não sei onde vou pôr, mas quero. Pior de tudo é saber que o sortudo do dono mora num apartamento exatamente em cima de toda a extensão do restaurante. Mora mal de certo…
Bom, aí, voltando à sobremesa, decidimos comê-la do lado de fora, curtindo rigorosamente a mesma vibe que a galera lá da primeira foto tava curtindo. Por sinal, aquela foto foi justamente no momento da sobremesa. Que atendia pelo nome de pannacotta e era uma delícia em forma de…pannacotta!
Bom, e a vontade de ir embora, onde é que tá? Alguém viu ela por aí? A única maneira de pedir a conta foi dizendo em tom de brincadeira: “Só saio daqui se for pra passar pela Red Light District”. Eis que a minha mãe, do alto da sua genialidade, responde: “Eu topo”. E o meu pai, sem jeito: “…então vamos”. Pagamos um total de 80 euros e finalmente conseguimos abandonar a Harkema.
Porque não é fácil achar o lugar não. E o fato de eu tê-lo selecionado, mesmo que sem muita informação a respeito, fez com que chegassemos lá sem absolutamente nenhuma grande expectativa. (Isso não é uma televisão. É uma abertura na parede feita especialmente pra destacar essa imagem da casa em frente. Sim, parece um quadro. E sim, o arquiteto merece um prêmio. Obrigado, e fecha parênteses). Essa foi a porrada de número um da noite.
Mas foi só entrar e começar a perceber a riqueza e o bom gosto indescritível dos detalhes que o nosso queixo caiu. Caiu, assim ó: puft! Parece ter sido feito para participar de uma amostra de arquitetura maluca dessas. Por exemplo, tá vendo aquela “cortina” lá atrás, que separa o bar do resto do salão? Pois é, são pequenos caninhos de bronze. Porrada número dois.
Daí quando sentamos, notei que a parede ao lado dividia espaço com garrafas e mais garrafas de vinho. Mas tipo, as garrafas não ficavam, assim, num pequeno espaço da parede. Tomavam conta de absolutamente toda a extensão da parede. Só davam uma folga na abertura da cozinha. E sim, aqueles dois ali são os meus pais, praticamente dentro da cozinha. Ah, pra mim, essa parede foi a porrada de número três.
Em seguida, vamos dar uma olhadinha no cardápio pra ver qualé e tal. Mas antes as bebidas né? E ok que estamos na Holanda, mas esse lugar pede um vinho. Afinal de contas, é só olhar pra parede. Sendo assim, um Domaine de Gournier 2008 Rosé, please. Prepare-se para a porrada de número quatro.
Honestamente, não sei o que é mais impressionante e de bom gosto: se é o vinho vir à mesa com o rótulo do próprio restaurante, ou se é a porrada de número cinco, ops, ou se é o restaurante ter água própria e também apresentá-la com o rótulo da casa. Não pega na foto, mas a tampa da garrafa era aquelas de cerâmica com pescoço de alumínio, saca?
Aí, bom, bebericando daqui, bebericando dali, vamos ao banheiro né? Fui informado de que precisaria descer as escadas e tal. Lá fui eu. E comecei a prestar mais atenção nessas listras coloridas que davam um toque muito interessante vistas de longe.
Daí cheguei mais perto e notei que… não, os caras não fizeram isso! Sim, se você eventualmente gostou de alguma cor em especial, pode fechar um pouco os olhinhos, aproximar-se da parede e verá que cada cor terá seu nominho escrito. Em dutch, mas está escrito. Essa foi a porrada de número seis!
Acho até que acabei esquecendo de ir no banheiro. O lugar contagia e é apaixonante mesmo. Não tem como não amar. E isso que os pratos ainda nem haviam chegado. Quer dizer, demorei tanto “no banheiro” que eles chegaram sim. O primeiro foi da minha mãe, mezzalune (irmão do ravióli) com camarões e aspargos verdes. O famoso “vai que não tem erro”.
Já meu pai, surpreendentemente inovou e pediu muitíssimo bem um franguinho com legumes grelhados, cogumelos, curry e molho Westmoreland. E acreditem, isso pra ele é inovar. E muito. Deu sorte e não se arrependeu.
Já eu, fui com tudo num carneiro com pak choi, curry, castanha e arroz basmati. Não precisei de faca. Só pra empurrar as últimas castanhas pra cima do garfo. Incrível.
Daí, antes de pedirmos a sobremesa, descobrimos que o gentil garçom que nos atendeu todo o tempo era brasileiro. Chamava-se Leonardo, e mora em Amsterdam já tem 12 anos. Uma simpatia só, e rendeu um ótimo papo. Tão bom que ele saiu a fazer um tour conosco pelo restaurante, enquanto contava que esse lugar tão lindo foi antigamente uma fábrica de charutos. Até que chegamos no anexo, uma sala especial fechada pra receber grupos. Porrada número sete.
Ah, olha ali mas uma “cortininha” de canos de bronze! Quero uma dessas. Não sei onde vou pôr, mas quero. Pior de tudo é saber que o sortudo do dono mora num apartamento exatamente em cima de toda a extensão do restaurante. Mora mal de certo…
Bom, aí, voltando à sobremesa, decidimos comê-la do lado de fora, curtindo rigorosamente a mesma vibe que a galera lá da primeira foto tava curtindo. Por sinal, aquela foto foi justamente no momento da sobremesa. Que atendia pelo nome de pannacotta e era uma delícia em forma de…pannacotta!
Bom, e a vontade de ir embora, onde é que tá? Alguém viu ela por aí? A única maneira de pedir a conta foi dizendo em tom de brincadeira: “Só saio daqui se for pra passar pela Red Light District”. Eis que a minha mãe, do alto da sua genialidade, responde: “Eu topo”. E o meu pai, sem jeito: “…então vamos”. Pagamos um total de 80 euros e finalmente conseguimos abandonar a Harkema..
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Brasserie Harkema
Nes 67 – Amsterdam
Fone: +31 (0) 20 4282222
www.brasserieharkema.nl
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Incrível o lugar. Mas me parece que a arquitetura fantástica ultrapassou a gastronomia nesse caso.
Achei lindo o lugar, mas o que mais gostei foi teu relato, delicioso!
figueras,
me lembrei mto de ti lá. juro. lembrei que esse é o típico lugar que dirias a célebre frase: "eu jamais iria nesse lugar. eu MORARIA aí"!
patrícia,
gracias
Diogo,
Eu fui na Harkema!!! E fui surpreendida da mesma forma… ADOREI O LUGAR! Astral maravilhoso e arquitetura de encher os olhos…
Bom, acho que o Leonardo é popular por lá, pq ele veio se apresentar para nós tbém!
Muito legar relembrar minha passagem por Amsterdam pelas tuas fotos!
Bjos
Dodi Dodi Dodi,
AMEI o post, do começo ao fim, principalmente com a tirada da tua mãe topando uma "voltinha" depois do jantar..hhahahahha..
Tenho que concordar com o Geraldito que a arquitetura pode ter ultrapassado a gastronomia, mas a experiencia continua sendo fantastica.
AMEI [2]
bacio
Vou um pouco mais além do Geraldo! O lugar é tão bacana/modernoso que a comida pareceu careta demais!! rs
Meio Frankenstein pois aparentemente, o chef deveria ser um pouco mais audacioso!
Coisa que a sua mãe foi!! rs
Diogão, vocês foram conhecer o Red Light nesta noite ?
Abs.
sâmia,
que coincidência!! teu bom gosto me surpreende a cada dia
lela,
experiência indescritível!
eduzão,
concordo. analisando friamente agora, vcs tem razão quanto a – falta de – audácia do chef. mas ó, é uma coisa que a gente só nota depois, porque na hora, o lance enche tanto os olhos que isso fica em segundo plano!!
E os preços?
como sao ?
oi leda,
tá descrito ali no final do texto: jantar pra 3 pessoas, com vinho e sobremesa = 80 euros.
abs,
diogo!
Bahhhhhhhh,
Fazia tempo que não aparecia por aqui!!! Semana que vem terei o primeiro post interblogs no GB com o querido Edu Luz.
E vcs, quando vem pra SP pra gente bater um rango?
Abs!
Olá, sou super fã do blog, acabei de voltar da Europa e levei várias dicas daqui (o sundae da Harrod's é um desaforo!!), e estou morreeeendo de raiva de não ter ido a este lugar!! Fui a Amsterdam e não comi nada realmente bom!! Agora vou ter q voltar lá…hehehe
Gente…. o que foi isso?
Os holandeses realmente despontam hoje no design e na arquitetura.
Os pratos podem até ter sido meio caretinhas, mas acho q o todo valeu demais!
Tô amando as dicas…
Também fui na Brasserie Harkema seguindo dica do Wallpaper.Adorei!!
Mais uma que foi na Brasserie Harkema!!! Adorei!!! Principalmente pq não tinha tanto turista (lógico q tinha, nós tb estávamos lá né…mas não era um lugar PRA turista). Tive a impressão que as pessoas da cidade frequentavam o lugar. Comi bem e adorei o ambiente. Valeu tudo.
Obrigada mais uma vez pela dica!
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